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quarta-feira, setembro 10, 2014

Portuguesa procura parceiros para fazer arena e cogita projeto para construir prédios onde hoje está o Canindé

 
O gol do Santa Cruz aos 41 minutos do segundo tempo fez o time pernambucano subir na tabela e ocupar agora a 11ª colocação.

A Portuguesa segue na mesma.

Penúltima colocada, caminhando a passos largos para o rebaixamento para a Série C pela primeira vez na sua história.

O presidente Ilídio Lico atende ao telefone reticente.

Não gostaria muito de falar, porque ainda há minha punição em vigor e alguém pode levar a mal."

Mas aceita a conversa e responde a várias perguntas.

A mais grave lembra que já se cogitou fechar o departamento de futebol da Lusa.
Ele descarta. Mas fala em procurar parceiros e diz que há projetos a serem levados ao conselho deliberativo para fazer uma arena onde está o Canindé e vender uma parte do terreno do clube para construção de torres de apartamentos.
 
O repórter Eduardo Affonso confirma que há projetos sendo apresentados no Canindé nesse sentido.
Ao mesmo tempo, Ilídio Lico garante: "A Portuguesa não vai acabar na minha mão!"
 
PVC - A Portuguesa vai cair?
ILÍDIO LICO - Olha, acho que não vai cair. Apesar de a situação estar muito ruim, ainda faltam 17 rodadas e é possível escapar.  
 
PVC - Quando a Portuguesa esteve na Série A-2 de São Paulo, houve momentos em que se especulou sobre o fim do departamento de futebol. O senhor acha que isso pode acontecer?
ILÍDIO LICO - Você diz terceirizar o futebol?
 
PVC - Não, pergunto se pode chegar um ponto em ter de acabar?
ILÍDIO LICO - A Portuguesa tem 94 anos de história e tem de ser tratada com muito respeito. Eu não vou deixar a Portuguesa acabar na minha mão. Mas é claro que precisamos procurar uma luz no fim do túnel. É preciso ter criatividade, procurar parceiros, tentar soluções.
 
PVC - Como o senhor avalia a crise atual?
ILÍDIO LICO - Eu fiquei com uma despesa de Série A e receita de Série B. Toda minha arrecadação é de R$ 500 mil e meus gastos são de R$ 1,5 milhão (nota do PVC - o custo do futebol não é esse). Não dá para fazer milagre. Então fica essa amargura aí. Estive perto de contratar um jogador. O Grêmio abriu mão, o Corinthians abriu mão, mas o procurador tinha dinheiro para receber da gente e não deixou ele vir. A Portuguesa hoje está sem credibilidade. Mas não é que vai acabar. A gente tem uma série de idéias, procurar parceiro, construir várias torres e fazer uma arena...
 
PVC - Quer dizer, vender uma parte do terreno onde está o clube e reformar o estádio?
ILÍDIO LICO - Para construir uma Arena, o estádio teria de ser demolido e construído outro com um parceiro. Há uma série de idéias. Construir várias torres...
 
PVC - O senhor diz torres de apartamentos?
ILÍDIO LICO - Tudo isso tem de passar pelo conselho, não vai ser o presidente que vai decidir sozinho. Temos vários projetos, mas ainda não foram apresentados. É preciso ter criatividade. Não pode é ficar como está agora. Veja, eu li uma entrevista do presidente do Corinthians, o Mário Gobbi. O Corinthians está mal, o São Paulo não está bem, o Palmeiras está mal, mas tem uma arena. A situação está difícil para todos os clubes. Tem também aí a Lei de Responsabilidade para sair, que pode ajudar, para pagar em 300 meses...
 
PVC - Qual o tamanho da dívida fiscal da Portuguesa?
ILÍDIO LICO - Eu não sei dizer exatamente. Mas a dívida fiscal da Portuguesa é pagável. Não há mal que sempre dure.
 

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