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quarta-feira, junho 28, 2017

Eu torço. Portuguesa Red Bull.

ESCREVE FLÁVIO GOMES

O Red Bull, a exemplo da Portuguesa, caiu fora na primeira fase da Série D. Vejo um desperdício de tudo na existência paralela desses dois clubes.

A Red Bull, ao contrário do que fez em outros países (como Alemanha/Leipzig e Áustria/Salzburg), no Brasil resolveu encarar o futebol sozinha.

Hoje, tem uma estrutura fantástica, investimentos e gestão exemplar. Mas ninguém dá muita bola, encara esse clube não como ''time-empresa'', mas como ''time de empresa'', algo que para o brasileiro ainda é um tabu. Com isso, joga sem torcida para estádios vazios e não desperta admiração, nem simpatia de ninguém.

A Portuguesa, por sua vez, tem história, torcida, mídia, simpatia, zero de rejeição. Basta ver a comoção quando foi rebaixada injustamente para a Série B em 2013 e novamente agora, com todo mundo triste de acompanhar sua queda livre.

E por ''todo mundo'' entenda-se não só a torcida da Lusa, mas as de todos os times de São Paulo e até do Brasil.

Uma fusão Red Bull-Portuguesa seria ótima para todos. O futebol passaria a ser administrado APENAS pela Red Bull e a Portuguesa entraria com seu nome, sua história, seu patrimônio, sua torcida.

Tem um estádio muito bem localizado, que com uma ligeira reforma se transformaria numa ''Red Bull Arena'' facilmente.

Creio que está mais do que na hora de dirigentes das duas entidades se encontrarem para conversar. #PortuguesaRedBull seria uma fusão que daria certo. Muito certo. E a mídia (falo isso porque estou nela) daria 100% de apoio e festejaria o renascimento de uma das entidades esportivas mais queridas do Brasil, com o apoio de uma marca que conseguiria angariar ainda mais simpatia do que já tem. Com a vantagem de chamar a atenção para o futebol de uma molecada que hoje nem tem time para torcer, porque não curte esse ''mainstream'' dos chamados grandes que, a cada dia que passa, mais se afastam de suas origens.

Pensem nisso, Red Bull e Portuguesa.

O bonde da história de ambos pode estar passando sem que vocês se deem conta. No que diz respeito à Lusa, nada de coitadismo.

Ninguém precisa ficar com pena dela, e sua torcida, agora, olha para a frente e para o futuro. O verdadeiro torcedor da Portuguesa quer que seu futebol saia das mãos da velharada que a levou para o precipício. Vejam o que aconteceu especialmente em Leipzig. Perguntem se alguém lá ficou chateado.

Eu, se fosse a Red Bull, pensaria muito sério nessa possibilidade. Para não falar do potencial de venda das latinhas nas 6 mil padarias de São Paulo/Grande São Paulo, 80% delas nas mãos de portugueses e descendentes.

ESCREVEU FLÁVIO GOMES

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